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ASPECTOS ECONÔMICOS

A cidade de Marabá é hoje o centro econômico e administrativo de uma vasta região da “fronteira agrícola amazônica”, funcionando até os anos 60 como centro comercial a serviço da atividade econômica dominante que era a coleta da Castanha-do-Pará, totalmente destinada ao mercado externo. Sua população nesta época não passava de 12.000 habitantes.

O Município de Marabá viveu vários ciclos econômicos tendo, até o inicio da década de oitenta, como base o extrativismo vegetal.
O primeiro grande ciclo foi o do látex do caucho, que além de provocar um avanço populacional para o interior, foi sem dúvida, um grande sustentáculo econômico e fator de desenvolvimento regional.
Quando a crise da borracha abalou Marabá surgiu o ciclo da castanha, que por muitos anos liderou a economia do Município.

Assentado na maior província mineral do mundo, o Município teria de viver o ciclo dos garimpos, onde predominou a extração do diamante, ametista, turmalina e outros minerais, despontando a Serra Pelada, com destaque para a extração do ouro que levou milhares de pessoas a trabalhar na grande mina a céu aberto.
Em 1977 a DOCEGEO (Rio Doce Geologia e Planejamento), filiada da Companhia Vale do Rio Doce – CVRD, descobriu na área do Igarapé Salobo, jazidas de Cobre, que segundo avaliação dos geólogos podem produzir até 1 bilhão e 200 mil toneladas do minério.
Na produção mineraria destacam-se os seguintes minérios: Manganês, Ferro, Cassiterita, Ouro e Cobre. O município tem ainda reservas de minerais não metálicos, como seixo, areia, argila e quartzo, além de pedras semipreciosas, entre as quais a ametista.

COMPOSIÇÃO DO PRODUTO INTERNO BRUTO DO MUNICÍPIO (PIB):

O PIB do Pará 2002/2003:
Participação do Pará no PIB da região norte: 37.66%
Crescimento do PIB 14.43% ao ano
Crescimento do PIB da Região Sudeste 19.47%

Em 2003 o setor de Serviços contribuiu com 52,44%, a Industria com 36,12% e a agropecuária com 11,44%. O Valor total do PIB em 2003 foi de R$ 744.880.000,00 , com um PIB Per Cápita de R$ 4.106,00
A mudança deve-se ao aumento da produção de ferro gusa já observado nos 3 últimos anos, tendo ainda vários projetos em implantação. Assim, este setor poderá aumentar ainda mais a sua participação na economia do município, tornando-se sem duvida um grande empregador e uma das maiores fonte de renda do Município.
O Município de Marabá conta hoje com mais de 200 indústrias, sendo a siderurgia (ferro-gusa) a mais importante, com uma produção anual de 1.136.400 toneladas(2003). Em segundo lugar está a indústria madeireira, e a fabricação de telhas e tijolos. O Município ainda registra em sua pauta de produtos extrativos a pesca, extração de madeiras, seguido de lavoura e pecuária, esta última com um dos mais expressivos rebanhos bovinos do Estado, com destaque para a alta qualidade do rebanho, como resultado da tecnologia de ponta na seleção e fertilização, principalmente.

AGRICULTURA

A produção da agrícola de Marabá não é suficiente para atender a demanda local. na verdade, observa-se que a agricultura de subsistência aqui praticada é de alto impacto ambientaL e baixíssimo rendimento e está basicamente apoiada em quatro produtos: arroz, feijão, mandioca e milho..O Município conta também com as culturas de cana de açúcar e de fumo, esta sem grande expressão econômica para o Município, além de outros produtos como a melancia, a banana, o abacate, a laranja, o cacau, a manga, o coco da Bahia e a pimenta-do-reino.

PECUÁRIA

A pecuária, que tem sua base na criação de gado bovino é uma atividade de grande importância econômica para o Município de Marabá. As fazendas de criação de gado bovino estendem-se por toda a região e a paisagem que predomina é a dos grandes pastos para a criação de gado, onde o capim plantado é principalmente o Braquiara.
Nos tempos atuais, com a prática comum de inseminação artificial, o gado para abate atinge cerca de 18 arrobas em 36 meses de engorda. A mortalidade não atinge 10% e a natalidade vai em torno de 75% (com taxa de cobertura)”.
A região de Marabá é considerada livre de aftosa com vacinação.
A criação do gado bovino destina-se principalmente, para o corte. Marabá dispõe de um moderno Frigorífico com capacidade diária de abate para 1000 rezes, e está emexpansão.
A raça predominante é zebuína (Nelore) e as Mestiças Aneloradas, embora exista também o gado Holandês e Indubrasil.
A criação gado de leite, feita em pequenas e médias propriedades também é importante. Localizadas próximo a sede do município as bacias leiteiras abastecem os diversos laticínios em funcionamento.

EXTRATIVISMO VEGETAL

A economia de Marabá sempre esteve assentada no extrativismo tanto mineral quanto vegetal No início o extrativismo girava em torno do látex do caucho, cuja lucrativa exploração atraiu grande número de nordestinos. Durante a década de 20 até o final dos anos 40, o extrativismo foi marcado pelo ciclo da borracha que contribuiu sobremaneira para a economia do Município e da região.
A partir de 1919, com o final da Primeira Grande Guerra Mundial, com os preços da borracha começaram a sofrer vertiginosa queda, em virtude de outros países asiáticos estarem produzindo e comercializando o produto a preços mais competitivos, atraindo o mercado internacional e consequentemente provocando em toda a Amazônia, graves crises sociais. Marabá sofreu os efeitos dessa queda, porém um novo ciclo extrativista estava começando com a exploração da castanha-do-pará que já despertava o interesse do mercado mundial. Iniciava-se assim, nova fase econômica para o Município, impulsionada pela extração da castanha, produzida em grandes áreas que ficaram conhecidas como Polígono dos Castanhais.

Até 1913 a castanha produzida era destinada ao consumo local. De 1913 a 1920 ocorreu incipiente exportação, sem grande importância econômica para o Município. A partir de 1920 a castanha-do-Pará passa a ser explorada em grande escala, alcançando uma produção de 27.965 hectolitros, em 1921 e 61.700 hectolitros em 1923.
Os principais mercados consumidores eram a Inglaterra, Alemanha e os Estados Unidos.
De 1966 a 1970 o Estado do Pará foi responsável por cerca de 50% da produção nacional de castanha (FIBGE/1970), sendo o Brasil o maior produtor mundial e o Município de Marabá o maior produtor do Estado com participação de 80% do total produzido no Pará e 40% da produção nacional.
A exemplo do caucho e da borracha, a castanha teve seu período áureo, mantendo-se durante décadas como mola propulsora e geradora de recursos financeiros do Município.
Com a introdução da atividade pecuária no Município, os castanhais foram paulatinamente dizimados para dar lugar às imensas áreas de pastagens, principalmente de alimentação do gado, sobre as quais referenciamos anteriormente. Observou-se então uma queda vertiginosa na produção de castanha em meados da década de 80 que se acentuou nos anos seguintes . A produção de castanha em nossa região que era de 500.000 hectolitros na década de 70, hoje oscila de 25000 a 80000 hectolitros anuais.
Além do caucho e da castanha-do-pará existem outros produtos extrativos como a madeira bruta, a lenha e o carvão vegetal que no período de 1989 a 1992 sofreram certo declínio de oferta na região..

INDUSTRIA

A FIBGE, através do Censo Industrial do Pará – 1970, dá destaque às duas classes de indústrias em Marabá: Produtos Minerais Não-Metálicos, com 33 estabelecimentos e Produtos Alimentares, com 20 estabelecimentos.
Pesquisa de campo realizada em 1975/76 pelo IDESP em Marabá, registrava a existência de 74 estabelecimentos, de onde se conclui que no espaço de cinco anos, doze novos estabelecimentos foram implantados no Município.
Segundo o perfil sócio-econômico de Marabá-1995, o Município conta com 203 indústrias na área urbana, das quais 53% são informais e 47% estão formalmente constituídas..

DISTRITO INDUSTRIAL DE MARABÁ – O Ferro Gusa


Através da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Pará – CDI, foi instalado no final da década de oitenta, numa área de 1.300 hectares, o Distrito Industrial de Marabá – DIM, para criar a base de um pólo siderúrgico visando o minério de ferro de Carajás, explorado pela Companhia Vale do Rio Doce – CVRD.
Inicialmente foram implantados pelas empresas SIMARA e COSIPAR, dois projetos de ferro-gusa. Outros projetos foram instalados em Açailandia no Maranhão..


SIDERÚRGICAS DO DISTRITO INDUSTRIAL DE MARABÁ 2005

SIDERÚRGICAS EM OPERAÇÃO Número de fornos Produção mês(ton) Produção anual (ton) Empregos diretos
Cosipar 5 46.560 558.720 760
Simara 2 18.000 216.000 400
Usimar 2 19.000 228.000 480
Ibérica 2 27.000 324.000 200
Terranorte 2 11.000 132.000 170
Sidepar 1 18.000 216.000 150
Sidenor 1 13.000 156.000 200
Ferro Gusa - Carajás 2 30.000 360.000 200
Total 17 182.560 2.190.720 2.560
SIDERÚRGICAS EM INSTALAÇÃO        
Da Terra (Grupo revemar) 2 15.000 180.000 350
Maragusa ( Grupo Leolar) 1 15.000 180.000 350
Fermar (ferro-ligas) 1 1.333 16.000 135
Total (previsão) (2) 4 31.333 376.000 835


MANGANÊS

Marabá produz manganês, extraído da Serra da Buritirama, pela Mineradora Buritirama e sua produção em 2005 foi de 560.860 toneladas. Com 24.03% destinado ao mercado externo. Gerando cerca de R$ 17.812.000

AGROINDÚSTRIA

No Município podem ser catalogadas algumas atividades de processamento agroindustrial as mais expressivas ocorrem no fabrico de farinha de mandioca e unidades de beneficiamento de arroz.
Marabá possui três agroindústrias de processamento de polpa de frutas que são: a COOCAT, que é uma cooperativa de produtores rurais, mas que atende Municípios vizinhos e que processa polpa de frutas e doces. A agroindústria Santa Clara é uma empresa privada que compra, processa e comercializa polpa de frutas. Há pelo menos uma dezena de usinas de processamento de arroz, duas beneficiadoras de leite e duas empresas de beneficiamento de palmito.

COMÉRCIO E SERVIÇOS

Em 2000 este setor contribuìa com 54,1% do PIB de Marabá e conta com aproximadamente 1.383 estabelecimentos.
Marabá, Pólo Regional, em fase de expansão, destaca-se como importante centro de serviços nas áreas de Serviços Hospitalares, Financeiros, Educacionais, de Construção Civil e de Serviços Públicos, sediando representações regionais de órgãos federais e estaduais.
O comércio perfaz um total de 873 estabelecimento, formado por micro, pequenas, médias e grandes empresas.

Todos estes dados representam para nós um grande desafio em termos de planejamento implicando num desenvolvimento macro envolvendo nosso município o Pará e a Amazônia.

Este encontro deve gerar conhecimentos para as verdadeiras políticas públicas de desenvolvimento.
Contemplando os interesses ecológicos com o econômico e permitindo o desenvolvimento de atividades sustentáveis em áreas como as nossas que já passaram por um processo de ocupação e de exploração com grande impacto em toda região.

 
 
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